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O Brasil com crescimento econômico e desenvolvimento social

 

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, em entrevista disse considerar que o pacote de medidas para incentivar o setor automotivo surtirá o efeito esperado.

Trabuco diz que a vantagem deste pacote é o fato de ser integrado, o pacote atinge desde a redução da carga tributária das operações de crédito e a revisão dos percentuais de depósito compulsório,


Trabuco participou ontem pela manhã, em São Paulo, da reunião com o ministro Mantega em que as medidas foram costuradas com banqueiros e montadoras.

O executivo não vê na elevada inadimplência um obstáculo ao sucesso do pacote. "Como haverá uma desoneração fiscal, com redução do tamanho das prestações, haverá um alívio", ele também elogia o ministro Mantega. "Mostrou agilidade e sintonia grande."

Segundo Trabuco, o "crédito está aberto e sempre esteve". "A inadimplência terá uma redução forte no segundo semestre", disse ao prever crescimento mais forte da economia e do crédito no segundo semestre.

A redução de impostos combinada à liberação de compulsório produz um efeito automático de expansão do número de potenciais tomadores. O corte promovido nos tributos ajuda a baratear o preço do automóvel, enquanto a liberação de compulsório diminui o custo de "funding" dos bancos.


Porém não há tanta certeza se haverá muita disposição dos bancos para ampliar o número de parcelas e reduzir o valor de entrada diante da inadimplência. Na avaliação do executivo, o prazo de 72 meses como era praticado há menos de um ano será "pouquíssimo provável". Especialistas acreditam que foram justamente os financiamentos oferecidos nessas condições que alimentaram a inadimplência do setor.

OUtra fala do Presidente é que "Devemos arregaçar as mangas para que o Brasil seja uma referência global de crescimento econômico, com desenvolvimento social" e que a disposição do governo de "enfrentar o desafio do crescimento num contexto de incerteza global", são bem vindas.


Afirmou também que "Medidas de incentivo à indústria e ao consumo são possíveis porque o Brasil tem fundamentos sólidos e qualidade de gestão. Estamos vivendo um momento importante, que exige abnegação, sacrifício e trabalho"

Respondendo a dúvida se os bancos entrarão de cabeça neste pacote ele diz: "No que depender dos bancos, não faltará liquidez para o financiamento do setor automotivo, seja na venda de veículos, seja no aumento da produção".

 

Fonte: Valor Econômico / Estadão